
50 MINUTOS
Nesses cinqüenta minutos
Podes crer eu não discuto
Nem disputo,
tal poder
O PODRE QUEREER PODER.
Televisão desligada,
ela não serve para nada
pois nesse momento então
contaminaria o chão,
minha alma, minha calma,
com falas despudoradas
repetitivas e agressivas
para quem conhece o real.
Um País cheio de medo,
corrupção e insegurança,
impunidade e vaidades
que os meios de comunicação
mostram também, implicados
pela forma de informar
e certos partidos tomar.
Já sabemos de antemão
que não há promessa em vão,
mas vejam vem bem a intenção
quando cumprir é falácia.
Programas eleitorais
Faz do Brasil os currais,
com esmolas, bolsa-escola
um brutal engano mútuo.
Porto Alegre, 26 de agosto de 2010.
Salete Cardozo Cochinsky
10 comentários:
Saly, que poema porreta é esse, menina?? Um belo poema satírico.Parabéns!!![rsr] Nem fale...eu me divirto com o programa eleitoral e com as plataformas eleitorais. Saly, um dia desses, li umas fichas de uns candidatos e ao lado do item "escolaridade" apareciam as seguintes informações": "lê e escreve". Brasil-sil-sil...[rs]
Amiga querida,amanhã será um dia triste pra mim, minha mãezinha me deixou há 3 anos, num fatídico dia 27 de agosto.
Obrigada por suas visitas gentis e por seus comentários inteligentes.
Um beijo
Olá Saly!
Eu tenho momentos na minha vida, quando estão falando de politica na televisão nem quero ver, porque sei cada palavra é uma mentira, Outras vezes gosto de ouvir para puder discutir, e para ver quem mente melhor.
Belo poema, satírico e mordaz parabéns.
um beijinho grande,
José.
Nos temos por aqui um candidato que tem o seguinte lema:
Vote Tiririca, pior não fica.
E comenta:
Você sabe o que faz um deputado?
Eu também não. Vote em mim, e eu te conto.
Como você pode ver a sua poesia é muito bem adequada.
Parece que todos nós deveríamos colocar um nariz vermelho no dia da eleição. Quem sabe alertaria aqueles que usam o chapéu panamá na cabeça ou carregam um livro sob o braço?
No lo creo. Mas seria uma vitória da esperança e da fé sobre a realidade tão poeticamente traçada em seus "50 minutos". Adorei o urso.
Beijos.
Salete,
Quem dera o cenário fosse outro, para não propiciar um poema assim- belo pela efervescência do grito, inconformado. A realidade, entretanto dá suas faces e facetas.
Desvendar, assumir, sumir ou simplesmente protestar. Eis o ponto de onde se originam linhas – tuas bem trançadas palavras amiga.
Parabéns!
Mas não é assim por todo o lado??
É um autêntico enjôo...Quando é que vai mudar? Nunca! O poder é sarna que alguns apanham e...não tem cura!Bem mordaz o teu poema...
Beijocas
Graça
Salete, querida!
Sempre contundente nas palavras. Cortante! Saudades de vc! Tanta coisa que perdi, que nem sei por onde começo. Faz sentido que seja por estes versos-eleitorais, rs... Sim, o descontentamento é grande. No meio do caos, procuremos o melhor caminho.
Bjs!
Amei o texto poético e a imagem está perfeita;nenhuma outra poderia representar melhor os carniceiros que estão em guerra nestes 50 minutos,contra nós.Grande beijo no seu coração.
Olá Salete,
Obrigada, eu adorei sua mensagem!!
Ai, ui, ai, que poema... Tomara que a consciência seja a alma dos votos.
Beijos, carinho, Madalena.
Bom domingo
Escrever às vezez é uma catarse.
Nesse caso, do assunto em pauta, tem sido diário.
Todos os dias e em todos os aspectos da vida de cidadãos defrontamo-nos com a engrenagem, com o sistema que é proposto e imposto.
Bom é ter o que fazer, saber que nem tudo na vida depende disso. Temos nossa alma, nossa condição de alteridade e espaço para manifestarmos. É o mínimo que a famosa "CARTA DOS DIREITOS HUMANOS" permite.
Beijos leitores queridos que acolhem e participam.
Salete, quem sabe, sabe! Do feio e horroroso 'horário nobre' você tirou poesia. É, amiga, as coisas estão cada dia pior. Votar com consciência é o lema, mas em quem?
Beijos!
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