segunda-feira, 1 de junho de 2009


DOLORIDA LUCIDEZ
Por: Salete Cardozo Cochinsky em 01 de junho de 209

Vive-se no contrabalanço,
entre uma energia propulsora
da vida que se conhece
à simulação de um consolo
da paz e quietude do nirvana,
de existência a partir do pó.
Medo de ser eterno!


20 comentários:

Rosemari disse...

Salete querida

Em primeiro ligar muito obrigada pelas lindas palavas a meu respeito.
Sua poesia é pura linguagem de existir ou não existir . Energia propulsora de vida é ler seus versos e nos abastecer com eles.
Um forte abraço

Madalena Barranco disse...

Salete,

Poema de alma profunda que viaja pelo Universo da Poesia... Belíssimo!

Beijos

Zilda Santiago disse...

Você mostra muito bem como é belo o simples!!Beijo no coração.

piccola marcia disse...

seria possível fechar "pra balanço"?
o jeito,acho,é corda bamba:
energia, quietude e... poesia

Daniele Barizon disse...

Querida Salete,

Quando dizem - e eh verdade, creio - que tudo, absolutamente tudo na vida, eh dialetico, podemos supor que o fato refere-se, idem, aos nossos sentimentos. O que, alias, tuas palavras retratam tao bem. Sempre "viajo" em tuas tao belas construçoes.

Bjs e boa semana,

Tere Tavares disse...

Salete,
E não é mesmo?
A ambivalência entre eternidade e fim, (exisitirá um fim?)é intranquila, para não dizer assustadora. O tempo que nos espreita é o mesmo, entretanto.
Amei a sua poesia. Beijos

Dalton França disse...

Olá Salete!
O tênue traço entre a lucidez e a insensatez oscila freneticamente à medida em que a eternidade é pensada.
Medo de eternizar nossas vivências, ou receio de vivenciar nossas eternizações?
Belo poema!
Um beijo.

Raquel disse...

Amiga Saletita,

Tus palabras completan la mía de manera poética y reflexiva ¡como eres tu!

Estoy siempre encantada cuando me escribes en español.

Besitosssss y toda mi admiración
Quel

Ana Guimarães disse...

"... existência a partir do pó": tem muita gente, atualmente, que SÓ acredita ma existência a partir do pó! (refiro-me a outro tipo de pó) Mas, será que "do pó viemos e ao pó voltaremos? Duro, não?
beijo

Lau disse...

Querida Saly, o eterno sempre dá medo,embora a eternidade seja o nosso objetivo.
Divinos versos, amiga querida.

Um beijo

Djabal disse...

Um rapaz, quer escrever e pagar o seu aluguel, ter uma vida independente, e tudo mais.
Começa por descrever o ambiente onde está, para um instante, e escreve:
"Repentinamente um cometa risca o céu e bate fazendo um estrondo enorme e brilhante na Terra." A platéia inteira ri, dele, pois havia repetido essa frase em todos os inícios que tentara.
E eu? E você?
Bem, eu gosto de pensar que sou fruto de um cometa que risca o céu, num instante, e acaba por bater na velha Terra, sem estrondo e sem brilho." Não ria, por favor. Sou escritor iniciante.
Felicidades&Beijos.

ISA disse...

Passei. Gostei. Parei. E aqui encontrei poemas lindos.
Beijos
Isa

Luísa N. disse...

Bom dia, Salete!
Seu poema não é para ser lido apenas uma vez. É para ler e refletir. Sobre a vida; sobre a existência humana; sobre o uni-verso! Somos sementes? Deixamos sementes? Acho que sim, deixamos sementes até em nossas palavras; como esse seu poema, semeando reflexão!
Beijos
Luísa

Priscila Rôde disse...

Parabéns pelo blog!Sou a sua mais nova seguidora!
Belo poema !
Beijos

Paulo-Roberto Ândel disse...

bem-vinda como sempre, querida. sempre.

beijoca!

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz


(Charles Chaplin)

Desejo uma linda semana com muito amor e carinho.
Abraços Eduardo Poisl

Carlos Ricardo Soares disse...

Aproveito a sua excelente reflexão para me interrogar em voz alta:
-Os nossos medos não são imaginários, mas tÊm a ver com a nossa realidade que, quanto aos quês, porquês e para quês, não nos é dado compreender?
Abraço.

antes blog do que nunca! disse...

Claridade nas tuas palavras, querida Salete. Claridade, que só vislumbra, porque é plena de consciência: que sejamos capazes de viver tudo o que há a cada instante. Assim se faz o tempo...a seu tempo.

1 Bj*
Luísa

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Amigos
Que bom ser acompanhada e acompanhar. Que seríamos nós sem o de alguma maneira participar desse eu que se põe e expressa através de representações via letras.
Letra por letra.
Obrigada

Laís de Ponte disse...

Concordo com os comentários: é um poema para ser lido várias vezes.
Ele permite uma reflexão muito ampla.

Belíssimo...

Beijossss