quinta-feira, 7 de maio de 2009

INSÓLIDA FRONTEIRA




CAMPO SEM FRONTEIRA

La, onde ocorrem as cenas e os ditos,
nem sempre se ouvem as vozes
denunciadas em gestos, corporais, lábios faciais
entre a abundância de sons de objetos que funcionam como ventania
imperam em desfiladeiros,
partes ocultas do conteúdo e do roteiro.

Cruzadas vazias de inválidos princípios,
personagens conhecidos, humanos desconhecidos
sucede-se em imensos palcos onde alternados
as práticas vigentes, cotidianos e envolventes
que do universo afetivo, desejos atuantes.

Razão no átomo, emoção no movimento,
no tempo, um fragmento que se move em derradeiro
Foi da cultura antepassada a odisséia
ainda incógnito o andamento previsível
enquanto pirilampos dançam em queda livre.

E quando se abre os olhos com as retinas desgastadas
La na memória reconhecendo-se ator/autor
percorre-se campos sem fronteiras, convite à liberdade,
recursos para salvar-se a alma em sua completude
onde os afetos são íntegros e maleáveis
porque alhures para tantos há lugar para o outro,
o OUTRO como objeto não descartável
intocável, respeitável em sua opinião.


Salete Cardozo Cochinsky em 07/05/2009

9 comentários:

Ricardo Calmon disse...

Belo post esse,texto poema contundente,com brisa essa soprada do sul,quase sussurro!

Viva a Vida!

beijo mãos suas poeta e escriba nossa!

Viva a Vida!

Dalton França disse...

Deliciosa a leitura que este "Insólida Fronteira" proporciona, querida Salete 'atriz/autora de afetos íntegros'.

Aliás, o ALETHEIA é um espaço muito agradável e alto-astral!

Um grande beijo!

Raquel disse...

Amiga,

Passando por "insólida fronteira", para dizer o qto reconheço, o OUTRO e sua opiniao. Você! Meu Outro a qual admiro e desejo um ótimo fim de semana!

Besitosss

Tere Tavares disse...

Salete,
Um poema madura, em forma e conteúdo. Caminhas elegantemente entre os versos - há vida e grandeza nas mensagens - quando é possível aferir em "outro" uma extensão de nós mesmos. Parabéns, muitos.
Feliz dia das mães!
Beijos

antes blog do que nunca! disse...

Era tão bom viver num mundo sem fronteiras com sabor a liberdade. Lindo poema.

1 Bj*
Luísa

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Queridos Ricardo, Dalton, Raquel, Tere e Luísa

Assim, em conjunto com os comentários vamos construíndo ideas sobre o mundo, sobre limitações e possibilidades.
Se permitirmos a alma poeta, sensível ao que nos cerca e ao que cercamos, construiremos fronteiras antes inimaginadas.
Beijos
Foi um prazer vê-los aqui.
Salete/Saly

Djabal disse...

Gostei, especialmente dos afetos íntegros e maleáveis. Colocando o outro como objeto não descartável.
É uma boa lembrança num mundo onde tudo é rápido, disponível e logo em seguida jogado fora, por estar fora de moda. Ótima lembrança, boa poesia, e pensamento certeiro. Besos.

Madalena Barranco disse...

Fronteiras entre representações e realidade? O que será verdade? Adorei!!

Beijos

UMA PAGINA PARA DOIS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.