Imagem uol - foto de silueta de atores em cena na China
Quando a cortina se abrir
sabemos que vão surgir,
num espaço interativo.
inscrições de vida.
Páginas escritas,
escrituras da existência
insistência em construir,
e unir.
Com outros em campo aberto
Me desperto me alerto
Da hora de entrada em cena
Ainda pequena.
Vem a luz, esvai-se o escuro
E o jogo de corres esconde
Ilumina e determina
A cena que outros vão ver.
Do interlúdio transitório
Para além do ilusório
Elos se fazem nascer
Salete Cardozo Cochinsky, outubro 2011
Viver a vida no mínimo e no máximo que ela se apresenta é o que coloca o ser da linguagem em sua ambiguidade essencial. É isso que viabiliza as interrogações no vácuo da metafísica.
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
AMOR IN-VERSOS
De carinhos e carícias o desejo se alimenta,
Mas também desse perfume trazido pela grandeza
Dessa gentil natureza e seus odores,
Trazem a tona com as flores de laranjeiras,
De pessegueiros e romãzeiras
As mais perfumadas lembranças que alimentam
Os ciclos naturais de vida agraciada.
O amor é um tecido a ser acrescido
Com elementos nem sempre tão conhecidos.
A cada dia, desde a aurora a até a próxima,
Pois quando o sono nos acolhe traz consigo
Mais elementos, formas, são provimentos.
Se abrirmos as portas, janelas entram e saem por elas,
Nossos afetos que encontrarão não só insetos,
Mas um infinito canto que embala e convida
Viver a vida enquanto ela oferece
Todas as formas de amores irracionais,
Dos quais seletos, na percepção da emoção
Que vem de outras, naturezas concebidas.
Todas as fotos feitas pela autora em Porto Alegre-RS, Brasil
Por Salete Cardozo Cochinsky - final do inverno de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
DE ALGUM LUGAR
Foto de Diamond Lips - Web
AQUI:
“proferindo discursos variados/ Urrando gritos confusos através das máscaras de palhaço/ Escalando pontes de palavras mentirosas/ Arco-íris multicores/ Entre falsos céus/ e falsas terras/ Vagando, pairando aqui e acolá/ Apenas palhaço/ Apenas poeta”
(Assim falava Zaratrusta, IV em O canto da melancolia)
Quando liberamos a palavra, seja em forma de fala ou escrita ou quando deixamos nossos olhos, nossos gestos sob observação de outros, permitimos sermos tocados e tocar, a quem ou aquilo de quê ou quem nem sempre sabemos.
Na rua,
Na sua,
Entoei,
Viajei!
Nos vales,
Montanhas,
Artimanhas,
Façanhas.
Saquei!
Dessa forma, só o curioso, o que consegue superar o medo de explorar o mundo da matéria e dos afetos tem a possibilidade de ampliar os horizontes com os pés no chão.
No chão da lua,
Do pé vento,
No relento,
No trilha dos oceanos.
Humanos!
Nem marionetes
Ou bonecos de pano.
Por Salete Cardozo Cochinsky - Inverno de 2011
AQUI:
“proferindo discursos variados/ Urrando gritos confusos através das máscaras de palhaço/ Escalando pontes de palavras mentirosas/ Arco-íris multicores/ Entre falsos céus/ e falsas terras/ Vagando, pairando aqui e acolá/ Apenas palhaço/ Apenas poeta”
(Assim falava Zaratrusta, IV em O canto da melancolia)
Quando liberamos a palavra, seja em forma de fala ou escrita ou quando deixamos nossos olhos, nossos gestos sob observação de outros, permitimos sermos tocados e tocar, a quem ou aquilo de quê ou quem nem sempre sabemos.
Na rua,
Na sua,
Entoei,
Viajei!
Nos vales,
Montanhas,
Artimanhas,
Façanhas.
Saquei!
Dessa forma, só o curioso, o que consegue superar o medo de explorar o mundo da matéria e dos afetos tem a possibilidade de ampliar os horizontes com os pés no chão.
No chão da lua,
Do pé vento,
No relento,
No trilha dos oceanos.
Humanos!
Nem marionetes
Ou bonecos de pano.
Por Salete Cardozo Cochinsky - Inverno de 2011
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terça-feira, 5 de julho de 2011
MOVIMENTO
Imagem web
Com nexo,
Sem nexo
Rabiscos se fazem.
De um ponto a outro
Traços vão ficando,
Tornando invisível
O que ainda move.
Do centro para fora
Do fora par dentro
Que de toda forma
Constrói máscara informe.
No contexto amplo
No restrito íntimo
No todo divisível,
Todo acrescentável,
Todo extraível,
Todo multiplicável.
Do cosmo e matéria
Pensamentos, emoções
Do frio e do quente
Do fogo e da água
Dos ventos uivantes
Suaves ou em rajadas
Gritos ou risadas
Palavras trocadas
Gestos enunciados
De longe ou de perto
De agora ou dos ontens.
De contactos e, tantos
Juntam-se as rasuras
E a cada laço
Somam-se os passos
Singularizadas.
Imagem Web
Con nexos,
Sin nexos,
Rasguños se hacen.
Desde un punto a otro
Señales van dejando,
Volverse invisible
Lo que aún se mueve.
Del centro para fuera
Del fuera para el centro
Que de toda la forma
Construyen máscara informe.
En el amplio contexto
En el mínimo íntimo
En todos los divisibles,
Todos, agregables
Todos, extraíble
Todo multiplicable.
Del cosmos y de la materia
Pensamientos, emociones
Fría y caliente
Fuego y el Agua
Vientos tempestuosos
suaves o en las ráfagas
gritos o los sonrisos
Intercambio de palabras
Gestos comunicados
De la distancia o de a cerca
De ahora o ayer.
Contactos, y muchas
Se une a las borraduras
Únase a los borrones
Y cada lazo
agregan los pasos
singularizados.
Por: Salete Cardozo Cochinsky – Porto Alegre, RS - Brasil
domingo, 12 de junho de 2011
DESALINHO
“Con tal que las costumbres de un autor, sean puras y castas, importa muy poco que no sean igualmente severas sus obras”
Don Tomás de las Torres no prefácio de seu livro POEMAS DE UN AMADOR
Cartas na mesa
Desfazem a beleza,
As surpresas,
Também a ilusão.
Nas cartas cruzadas
Há encruzilhadas,
Lembrando as estradas
Que serão traçadas
Para continuar.
Retoma a jogada
Com cartas marcadas
Intimida? Não.
É chão
Nunca percorrido em vão.
De um singular,
Leveza ou tensão,
Põe-se a navegar,
Vago em desalinho
Ondas de um laguinho
Hei de atravessar.
*******************************************************
Tradução da autora
Desaliñado
Cartas sobre la mesa
Deshacer la belleza,
Las sorpresas
También la ilusión.
En las cartas cruzadas
Ha encrucijada
Recordando las carreteras
Que serán señaladas
Para continuar.
Otra vez al juego
Con cartas marcadas
Amenazador? No.
Es la tierra
Nunca viajó en vano.
Del uno singular,
Suavidad o la tensión,
Ponerse a navegar,
Vacante en desaliño
Las olas de un laguna pequeña
Voy a pasar.
Por: Salete Cardozo Cochinsky, junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
MEIAS VOLTAS
Imagem da web
Nasci nua,
mas não crua
já vim investida
de desejos mil
e a vida ensina
rumos ramificados
descobrir e encobrir
os momentos de sorrir
as vontades de chorar
e as meias voltas a dar
quando num lugar se vê
aquilo que faz sofrer
e seguir pelo caminho
que evita os espinhos.
Nasci nua
mas não crua
quanto os sentidos chamados
Redobra a atenção
Não anda na contramão
E se precisar voltar
Começou a revolução,
enfretar é evolução.
Por Salete Cardozo Cochinsky, final de maio de 2011
Nasci nua,
mas não crua
já vim investida
de desejos mil
e a vida ensina
rumos ramificados
descobrir e encobrir
os momentos de sorrir
as vontades de chorar
e as meias voltas a dar
quando num lugar se vê
aquilo que faz sofrer
e seguir pelo caminho
que evita os espinhos.
Nasci nua
mas não crua
quanto os sentidos chamados
Redobra a atenção
Não anda na contramão
E se precisar voltar
Começou a revolução,
enfretar é evolução.
Por Salete Cardozo Cochinsky, final de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Mark Knopfler - Brothers in Arms
Ontem a noite fui matar a saudades de assistir o DVD Music for Monteserrat e resolvir compartilhar com vocês.
A letra
Brothers In Arms
Those mist covered mountainsAre a home now for meBut my home is the lowlandsAnd always will beSome day you'll return toYour valleys and your farmsAnd you'll no longer burnTo be brothers in arms
Through these fields of destructionBaptism of fireI've whittnessed your sufferingAs the battles raged higherAnd though they did hurt me so badIn the fear and alarmYou did not desert meMy brothers in arms
There's so many different worldsSo many different sunsAnd we have just one worldBut we live in different ones
Now the sun's gone to hellAnd the moon's riding highLet me bid you farewellEvery man has to dieBut it's written in the starlightAnd every line on your palmWe're fools to make warOn our brothers in arms
Companheiros de Batalha
Estas montanhas cobertas de névoasão um lar para mim agoraMas meu lar são as planíciesE sempre serãoAlgum dia vocês voltarão paraseus vales e suas fazendase não mais arder o desejode ser um companheiro de batalha
Por estes campos de destruiçãoBatismos de fogoAssisti a todo o seu sofrimentoenquanto a batalha se acirravae apesar de terem me ferido gravementeem meio ao medo e ao pânicovocês não me desertarammeus companheiros de batalha
Há tantos mundos diferentesTantos sóis diferentese nós temos apenas ummas vivemos em mundos distintos
Agora o sol foi para o infernoe a lua está altadeixe-me dizer adeustodo homem tem de morrermas está escrito nas estrelase em todas as linhas de sua mãosomos tolos de guerrearcom nossos companheiros de batalha
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