Crédito da foto : Bruno Sellmer
Bem Antes do sol nascer
existia uma linguagem
e insistia .
Entre o Céu e o Chão,
como estrelas , como Águas
como pedras
vias criava .
Circulava em silêncio Hora,
vociferando Hora,
Circulando ,
criando ,
Espaços provendo .
Bem Antes da Aparência
um dos signos Existência
OS Destinos desalinhava ,
alinhando o Desejo ,
Como ensejo
Para quem Quiser
e se atreve
Gozar uma
com voo de
CAMINHAR OU
aportar e,
Seu Lugar ocupando .
Por: Salete Cardozo Cochinsky em 19 de setembro de 2010
Viver a vida no mínimo e no máximo que ela se apresenta é o que coloca o ser da linguagem em sua ambiguidade essencial. É isso que viabiliza as interrogações no vácuo da metafísica.
domingo, 19 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
PALAVRAS NUAS
IMAGEM WEB
PALAVRAS nuas
O Tempo e O Vento ,
São Movimentos Dois
contínuo, contíguos ,
impérios de abrigos
dos perigos
não ambíguo ,
umbigo
das palavras
nuas
Escritas na lua
da Imaginação .
Por: Salete Cardozo Cochinsky , final do inverno de 2.010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
50 MINUTOS
Imagem - Uol imagens50 MINUTOS
Nesses cinqüenta minutos
Podes crer eu não discuto
Nem disputo,
tal poder
O PODRE QUEREER PODER.
Televisão desligada,
ela não serve para nada
pois nesse momento então
contaminaria o chão,
minha alma, minha calma,
com falas despudoradas
repetitivas e agressivas
para quem conhece o real.
Um País cheio de medo,
corrupção e insegurança,
impunidade e vaidades
que os meios de comunicação
mostram também, implicados
pela forma de informar
e certos partidos tomar.
Já sabemos de antemão
que não há promessa em vão,
mas vejam vem bem a intenção
quando cumprir é falácia.
Programas eleitorais
Faz do Brasil os currais,
com esmolas, bolsa-escola
um brutal engano mútuo.
Porto Alegre, 26 de agosto de 2010.
Salete Cardozo Cochinsky
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poder
sábado, 17 de julho de 2010
CAMINHOS
Do eu, quando um manto de frio encobre,
levanto esse manto e descubro encantos
que abaixo ou acima, em qualquer recanto,
re-canto em canção mesmo que em pranto.
Imagem Jornal Zero Hora de Porto Alegre
Quando nebuloso o dia amanhece,
de alguma janela chegam imagens belas
e um misto de outrora que ainda vigora,
em vultos e envoltos de longe vem perto.
São lembranças vivas, hora bem ativas,
miçangas, pitangas e frutos silvestres,
caminhos em campos, constroem o futuro
mesmo sobre flocos não se perde o foco.
Em todas as barreiras, vislumbram-se as beiras
por onde andamos, haverá fronteiras,
gélidos sinais, sussurros de ventos
onde os pensamentos de carona vão...
Não em vão,
Nem só pelo chão.
Matéria sim,
subjetivada,
estradas,
são vidas
reconstruídas.
In memória ao meu irmão Egídio que nos deixou em junho próximo passado, após cinco meses de agonia em decorrência de acidente de trânsito.
domingo, 25 de abril de 2010
APENAS POESIA?
Essa poesia foi escrita logo em seguida que comecei a escrever no formato POESIA. Aconteceu como uma singela, sintética resposta as minhas interrogações sobre o que é, o que se quer, o que se faz com e de uma poesia.
Poesia sem tema.
Poesia sem lema.´
Será?
A palavra é escrita ou dita,
para quem quiser pegar.
Se usá-la ao bel prazer,
fará bem de qualquer jeito,
pois idéias, pensamentos
produzem os movimentos
necessários para viver.
O poeta enquanto lavra
a poesia que o buscava,
deixa cair as palavras,
deixa marcas e sementes,
que podem solenemente
dar vida à outras poesias.
Poesia não se conclui,
se acaso ela polui
jogue fora da lembrança,
mas mantenha a coragem
de saber que uma homenagem
foi escrita sem saber.
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Porto Alegre - outono de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
RECONEXÃO
Foto da tela (abstrata) inteira, óleo sobre tela feita por mim, da qual somente um recorte do canto superior direito, compõe o Post IMPERFEIÇÃO
"As ponta de um fio, um ponto, um sinal são os indicativos de que há um certo "quantum" de liberdade, singular a cada um. "
Por um fio que arrasta,
devasta, afasta barreiras,
encontro-me com besteiras,
asneiras, que conjugam com as corredeiras,
e a atualidade está em construção.
Logo de tão perto, constata-se estão,
inconvenientes censuras, que abalam estruturas
e assim solto o verbo salvo por um fio,
traços e tranças que desde criança
tramaram com dores, mesmo as dos amores.
Segue-se por vias e o curso é implacável,
pois em todo o tempo se mostram implicadas
com as paralelas, os cruzamentos e as transversais,
e no singular encontra-se a senha
que em garrafais indica o ônus.
Porto Alegre, RS -m Brasil, final do verão de 2010
Por: Salete cardozo Cochinsky
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
COM(&)JUNTO
Tela reproduzida por Salete a partir de uma imagem de arte digital da web.
COM(&)JUNTO
Ah, não é quimera
Ao despontar a primavera
Buscar lua, rua, sua
No banho de prata,
Arrebata.
Porto Alegre- RS, primavera 2009
Salete Cardozo Cochinsky
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